Quanto mais olhava da janela, mais atormentada ficava,
Caia a neve, a chuva chegava, o tempo passava e, uma criança seu pai esperava.
Olhei tanto tempo aquele garoto, seus olhos azuis se destacavam em sua pele branca e aveludada, por baixo de uma franja tão bagunçada.
Um dia pensei tê-lo visto chorar, porém não sei se foi verdade, pois faz tanto tempo que ali está plantado, que nem mesmo lágrimas escorrem mais.
Lembro-me de ver seu belo pai partir, vestido no traje de soldado corajoso, com um coração de pai cuidadoso. Sabe, eles costumavam jogar bola, sorrir e rolar no chão, nunca os vi brigar, nunca os vi reclamar da vida que levavam.
É inverno, todas as crianças recebem presentes nessa época, e o desse menino foi uma carta, negra e triste, foi nesse dia que o vi desmoronar.
Em seu rosto simples pude ver a solidão brotar e o menino se afogar.
Olá pessoal, faz tempo que não apareço, entendo se me derem aquela bronca ;D. Como estão? Espero que todos estejam maravilhosamente bem e enfim, vamos ao que realmente interessa não é mesmo? O texto foi escrito por um caso mesmo, durante meu tempo vago no trabalho e, ao terminar vi que ficou extremamente parecido com uma pessoa bastante importante para mim. Dessa maneira, dedico esse texto a Rodrigo Acioli, forever and always!